Uma lesão no menisco costuma provocar interrupções importantes na rotina de atividades físicas e também no dia a dia, e muitas pessoas ficam presas na dúvida entre reabilitação conservadora com sessões de fisioterapia e cirurgia.
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A decisão é cercada de dúvidas pois joelho não responde da mesma forma em todos os quadros, além de variar conforme o tipo de ruptura, a idade da pessoa e o nível de exigência física do dia a dia.
Por isso, é importante consultar um profissional de saúde para entender o que esperar de um processo de recuperação e quando a intervenção cirúrgica surge como caminho mais adequado. Saiba mais:
Quando a fisioterapia conduz à melhora funcional
Antes de pensar em artroscopia, grande parte dos pacientes passa por um ciclo de fisioterapia estruturada.
A lógica envolve controle de dor, aumento gradual de força e restauração da estabilidade dinâmica do joelho. Lesões estáveis, geralmente periféricas ou longitudinalmente pequenas, respondem com boa previsibilidade ao tratamento conservador.
A vascularização mais favorável nestas áreas permite cicatrização parcial, reduzindo incômodos ao caminhar, subir escadas ou realizar atividades moderadas.
Outro fator que reforça a indicação de fisioterapia é o histórico de sintomas: quadros com edema discreto, sem bloqueio articular, costumam evoluir de maneira positiva quando o trabalho de fortalecimento de quadríceps, isquiotibiais, glúteos e músculos da panturrilha segue uma linha progressiva.
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Com o ajuste de carga e educação sobre movimentos que irritam o tecido lesionado, o joelho ganha suporte para suportar esforços de rotina.
Em muitos casos, o desconforto residual diminui após quatro a oito semanas de estímulos adequados, restabelecendo confiança para tarefas diárias.
Quando o menisco apresenta um padrão de ruptura passível de adaptação, exercícios com foco em controle neuromuscular e coordenação reduzem o impacto repetitivo e aumentam a eficiência de movimentos.
Dessa forma, o retorno seguro às atividades tende a ocorrer sem necessidade de intervenção cirúrgica, desde que o paciente respeite limites definidos pelo fisioterapeuta.
Quando a cirurgia passa a ser considerada
Algumas situações direcionam o ortopedista a sugerir artroscopia por razões estruturais, como rupturas complexas, em alça de balde ou radiais amplas, que geralmente provocam bloqueio mecânico, instabilidade ou travamento súbito do joelho.
Em situações nas quais a articulação não estende ou flexiona plenamente devido ao fragmento deslocado, a fisioterapia isolada perde capacidade de restaurar o movimento.
Nesses cenários, a cirurgia tende a ser indicada para suturar ou retirar a parte instável. Ainda que a dor possa diminuir com medidas conservadoras, determinadas lesões impedem o menisco de cumprir a função de distribuir carga.
Os ortopedistas costumam sugerir intervenção quando há risco de deterioração futura da cartilagem, principalmente em pacientes jovens e ativos, porque a preservação meniscal favorece maior longevidade articular.
Além disso, as técnicas atuais priorizam a sutura sempre que possível, evitando remoções amplas.
Atletas de alta demanda compõem outro grupo em que a artroscopia se torna mais frequente. A exigência de mudanças rápidas de direção, saltos, desacelerações e rotações intensas eleva a necessidade de um menisco íntegro.
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Em alguns casos, ainda que a lesão seja pequena, a prática esportiva coloca o joelho sob estresse contínuo, o que favorece a recomendação cirúrgica para recuperar estabilidade e potência de forma mais previsível.
Diagnóstico
Com a avaliação clínica inicial, exames de imagem e análise do estilo de vida, o ortopedista estabelece um plano de ação.
O mais comum é iniciar com fisioterapia quando não há sinais de bloqueio mecânico, deslocamento significativo ou perda de função grave.
A resposta ao tratamento conservador nas primeiras semanas ajuda a definir se o caminho seguirá em direção à reabilitação prolongada ou à artroscopia.
Por outro lado, quando a ruptura apresenta padrão estrutural desfavorável, a conversa já se volta para benefícios e limitações da cirurgia.
A técnica escolhida depende da morfologia da lesão, do estado da cartilagem e do perfil do paciente.
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