Rizartrose: esclareça as principais dúvidas sobre artrose no polegar

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É muito provável que você nunca tenha ouvido falar sobre ela, mas a artrose no polegar, também conhecida como rizartrose, é um problema mais comum do que muita gente imagina.

Até pouco tempo atrás, a doença era associada ao envelhecimento. No entanto, a mudança de hábitos, especialmente o uso frequente de equipamentos eletrônicos, como teclados, tablets e smartphones, tem aumentado o número de casos entre os mais jovens.

Quer descobrir mais sobre esse problema? No post de hoje, vamos esclarecer os principais pontos sobre a rizartrose, seus sintomas e tratamentos possíveis. Acompanhe!

O que é rizartrose?

Rizartrose é o termo médico dado para a artrose que atinge a base do polegar, uma articulação com grande amplitude de movimentos. Justamente por isso, a região apresenta maiores chances de sofrer lesões — aliás, a rizartrose é o segundo tipo de artrose mais comum na mão.

As articulações são estruturas revestidas por uma camada de cartilagem que permite que os ossos deslizem entre si, sem risco de atrito, choques ou traumatismos. Na artrose, essas cartilagens sofrem um desgaste progressivo, que resulta na exposição dos ossos, deformidades, dor e limitação dos movimentos. 

Como ela acontece?

A causa da rizartrose é multifatorial, ou seja, surge devido a uma combinação de fatores, entre eles:

  • intrínsecos, como a herança e predisposição genética, a exemplo de alterações nos ligamentos que geram hipermobilidade, condição mais frequente entre as mulheres;

  • extrínsecos, como o excesso de uso dos polegares em atividades do dia a dia, por exemplo a digitação;

  • pós-traumáticos, como no caso de fraturas que danificam a superfície articular do polegar e lesões nos ligamentos.

Ademais, outro fator recentemente associado à artrose é a obesidade. O aumento da massa corporal e acúmulo de gordura visceral nos tecidos mais profundos do abdômen produz substâncias inflamatórias prejudiciais a todo o organismo, as quais também elevam os riscos de desgastes nas cartilagens dos dedos. 

Quais são os sintomas?

Assim como em outros tipos de artrose, os sintomas dessa doença variam conforme o grau de gravidade. No início, o paciente tem a sensação de falta de lubrificação das juntas, as quais ficam mais travadas e inchadas.

Com o avanço da doença, começam a surgir os primeiros sinais de dor, a qual acontece na base do polegar e é agravada em caso de movimentação excessiva e repetitiva, como movimentos de pinça e torção. 

Muitos pacientes apresentam dificuldades para escrever e realizar movimentos finos, como usar uma tesoura, o mouse, tocar instrumentos, abrir uma fechadura ou a tampa de um frasco. Nessa fase, no entanto, eles conseguem se adaptar às restrições e toleram bem os sintomas. 

Em quadros mais graves, a dor torna-se extrema e surge até mesmo em repouso, sem forçar os dedos, o que provoca limitação da mobilidade, fraqueza e deformidades no polegar, com alargamento visível da sua base. Com o tempo, a deformidade passa a ser integral e pode chegar ao padrão de “polegar em zig zag”.

Como prevenir a artrose no polegar?

Como visto, a rizartrose é uma doença multifatorial, com causas genéticas e ambientais e, portanto, pode ser evitada. Para isso, evite utilizar equipamentos eletrônicos em excesso e proteja os seus polegares de fraturas e outras lesões. Além disso, perder peso é uma boa medida para evitar que a doença se desenvolva. 

Caso a artrose apareça mesmo assim, é possível aplicar alguns métodos para evitar que as dores e limitação nos movimentos evoluam, como colocar gelo no local, utilizar órteses imobilizadoras e reduzir os movimentos que desencadeiam os sintomas. 

Quais são os tratamentos?

Após o diagnóstico, feito por meio do exame físico e análise de dados radiográficos da mão por um ortopedista, o profissional vai definir qual a conduta de tratamento mais adequada de acordo com o grau da doença. 

Método não cirúrgico

A princípio, a opção para controlar a artrose no polegar envolve sempre técnicas não cirúrgicas, que incluem:

  • uso de medicações analgésicas, anti-inflamatórias e condroprotetores;

  • sessões de fisioterapia, acupuntura e terapia ocupacional;

  • imobilização por meio de talas ou órteses, com repousos especialmente à noite

Seguir as recomendações corretamente, usar os medicamentos no horário e dosagens corretas, comparecer a todas as sessões de terapia e utilizar órteses de boa qualidade, que realmente limitem a mobilidade do polegar, são condutas essenciais.

Assim, garante-se que o tratamento seja efetivo em amenizar as dores e recuperar a força para realizar movimentos finos e de pinça, mesmo que de forma temporária. 

Ademais, outra opção um pouco mais invasiva para aliviar os sintomas da rizartrose é a infiltração, na qual o medicamento é injetado diretamente na articulação do polegar. Muitos pacientes sentem o alívio das dores por meses depois de uma única aplicação. 

Como a artrose é uma condição de evolução contínua, no entanto, à medida que as articulações vão se desgastando, é preciso recorrer a procedimentos cada vez mais invasivos para impedir que a progressão da doença resulte em agravo dos sintomas. 

Método cirúrgico

A cirurgia passa a ser uma alternativa quando o tratamento convencional não surte mais efeitos e as dores e deformidades estão intensas. São diversos os tipos de procedimentos que podem ser realizados, o que varia de acordo com o caso do paciente.

Entre elas está a fusão da articulação e até mesmo a retirada do osso com artrose. Técnicas novas já estão utilizando dispositivos externos para realizar o procedimento de forma menos invasiva, o que facilita a recuperação.

De modo geral, a cirurgia é bem simples. As dores, a dificuldade de movimentação e a fraqueza nos polegares permanecem por até 6 meses após a intervenção. Somente após esse período de recuperação é que os resultados começam a aparecer. Geralmente, o índice de sucesso da cirurgia é satisfatório e atinge cerca de 90% dos pacientes que se submetem ao tratamento. 

Você se identificou com os sintomas da rizartrose? Então, procure um médico ortopedista especialista em mãos para ter um diagnóstico e começar o tratamento. Assim, é possível amenizar os sintomas da artrose no polegar e evitar que a doença evolua, o que é fundamental para recuperar seu bem-estar e qualidade de vida.

Gostou de aprender um pouco mais sobre a rizartrose? Aproveite que já está por aqui e informe-se um pouco mais sobre como se prevenir e tratar a tendinite. Até a próxima!

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